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sobre bicicletas

25 ago

 Eu sumi. Passei por uma fase meio nebulosa, de dúvidas e decisões e precisei tirar um tempo pra pensar. Mas estou de volta ! Tcharam !

Na verdade, eu já estava ensaiando um retorno, havia algumas semanas. Hoje, me arrumando para vir ao trabalho, ouvindo o jornal matinal, uma reportagem me chamou atenção, e eu além de ouvir, comecei a ver também.

A reportagem é essa aqui.

No tempo de 1 minuto e 44 segundos, a repórter pergunta pra um motorista de ônibus o que mais incomoda no trânsito, e o lindão responde: “Os ciclistas, porque eles andam no meio do trânsito, querendo competir com os carros”.

Eu responderia: “O que mais me incomoda são os ônibus, porque eles são grandes e por isso pensam que tem preferência em tudo”.

Isso me fez pensar que o trânsito de SP, virou uma zona de conflito. Nesse tempo que eu fiquei sumida, minha mãe me deu uma bicicleta. Sim, minha mãe. E eu, com 25 anos de idade, fiquei tão feliz, mas tão feliz, que acho que ela não podia ter me dado presente melhor. Pois bem, levei super a sério, comprei todos os equipamentos de segurança, que são exigidos pelo CONTRAM: capacete, luz dianteira, traseira, espelho retrovisor, e campainha (preciso confessar que a minha cometeu suicídio e pulou da bike durante um passeio).

No Código de Trânsito Brasileiro, no capítulo 3 tem lá um artigo que diz que, em caso de não existir ciclofaixa, ciclovia, nós ciclistas podemos andar no bordo da faixa de rolamento. E ainda temos a segurança, de que os carros devem manter uma distância de 1,5 m de um ciclista. Ok, ninguém anda com uma trena na janela do carro, mas bom senso, espera-se que todo mundo tenha, não ?

Mas infelizmente, não é o que acontece na prática. Eu sei que existem milhões de textos pela internet afora falando a mesma coisa. Mas foi a primeira vez que eu senti na pele, sabe ? Na semana passada, eu fui fazer um pedal com um novo amigo, ciclista experiente, e andamos na faixa de rolamento da Avenida Paulista. Os motoristas de carros xingam, buzinam, pra não falar dos ônibus que jogam em cima, e não estão nem aí. Eu tive coragem pra isso, mas foi a primeira e a única vez.

Bom senso e educação não fazem mal a ninguém, e sim, nós ciclistas devemos respeitar os outros modos de transporte, e assim esperamos que todos nos respeitem também, por um trânsito mais educado e humano. Mas enquanto o trânsito for essa guerra, eu prefiro a minha vida, e pedalar apenas em horários e ruas menos movimentadas.

Esse texto acabou fugindo um pouco do objetivo do blog, mas era algo que estava me incomodando e eu precisava falar !

 

Beijos !